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12/Feb/2026

Chicago: cotações futuras estáveis com suporte do farelo

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram perto da estabilidade, revertendo perdas iniciais. O vencimento março avançou 1,50 cent (0,13%), para US$ 11,24 por bushel.

O mercado encontrou suporte no desempenho do farelo de soja, que subiu 0,73%, além do enfraquecimento do dólar ante o real, fator que tende a desestimular as exportações brasileiras e dar sustentação às cotações em Chicago.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou sua projeção para os embarques de soja do Brasil em fevereiro para até 12,41 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 11,42 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

Apesar da leve alta, os fundamentos seguem predominantemente baixistas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou safra recorde no Brasil em 2025/26, de 180 milhões de toneladas. Nesse contexto, analistas avaliam que preços mais baixos na CBOT seriam necessários para preservar a competitividade da soja norte-americana nas exportações globais.

No campo, há relatos pontuais de problemas de qualidade na porção norte de Mato Grosso, associados ao excesso de chuvas. Entretanto, em outras regiões do Brasil e da Argentina, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento e à colheita das lavouras, mantendo a perspectiva de oferta abundante na América do Sul.

O mercado também reagiu à ausência de novas vendas avulsas para a China. No início da semana, foram anunciadas vendas de 264 mil toneladas de soja norte-americana ao país asiático, após sinalizações de possível incremento de compras chinesas. A expectativa de novos anúncios vinha dando sustentação aos preços, mas a falta de confirmação adicional limitou movimentos mais firmes de alta.

Assim, embora o dia tenha sido de leve recuperação técnica, o cenário estrutural continua pressionado por ampla oferta sul-americana e necessidade de maior dinamismo nas exportações dos Estados Unidos para sustentar avanços mais consistentes das cotações.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.