11/Feb/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira, reagindo ao relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O avanço ocorreu mesmo com estimativas consideradas levemente negativas pelo mercado, como estoques norte-americanos estáveis e aumento da projeção de produção brasileira. O vencimento março subiu 11,75 cents, alta de 1,06%, encerrando a US$ 11,2250 por bushel.
O USDA manteve a projeção de estoques finais de soja nos Estados Unidos em 350 milhões de bushels na safra 2025/26, enquanto o mercado esperava um ajuste marginal para baixo. Já a estimativa de produção no Brasil foi elevada de 178 milhões para 180 milhões de toneladas, acima da expectativa média dos analistas. Os estoques globais também foram revisados para cima, de 124,4 milhões para 125,5 milhões de toneladas, em linha com o consenso.
Parte do mercado esperava que o relatório incorporasse a possibilidade de compras adicionais de até 8 milhões de toneladas de soja norte-americana pela China, o que não se confirmou. Segundo o USDA, a demanda global permanece praticamente inalterada em relação ao mês anterior, indicando que eventuais compras chinesas adicionais tenderiam a provocar redirecionamento dos fluxos comerciais, com maior participação dos Estados Unidos e redução de embarques para outros destinos.
Ainda assim, as cotações encontraram suporte na confirmação de uma venda pontual de 264 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para a China, anunciada na segunda-feira. O ambiente também foi influenciado por sinais de distensão nas relações comerciais entre Washington e Pequim, reforçando expectativas de continuidade da demanda chinesa.
No front produtivo, relatos de problemas de qualidade em áreas do norte de Mato Grosso também contribuíram para sustentar os preços. Excesso de chuvas tem levado produtores a antecipar a colheita em algumas regiões, numa tentativa de preservar parte do potencial produtivo antes de perdas mais severas.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.