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11/Feb/2026

Preços da soja são sustentados pelo clima adverso no Sul

O mercado interno mantém atenção concentrada no Rio Grande do Sul, onde a ausência de chuvas nos próximos cinco a seis dias pode consolidar perdas estimadas entre 3 milhões e 5 milhões de toneladas. Esse cenário tende a reduzir a oferta disponível e pode atuar como fator de sustentação dos preços no mercado doméstico ao longo das próximas semanas.

A comercialização segue em ritmo lento, com cerca de 33% da safra negociada, abaixo dos 40% registrados no mesmo período da temporada anterior. O produtor adota postura defensiva, postergando vendas à espera de melhora nos preços em moeda local ou de necessidade de liquidez para honrar compromissos financeiros. Nesse contexto, a expectativa é de maior movimentação apenas mais adiante no ano.

No mercado spot, as cotações de porto e de balcão apresentaram recuos expressivos. Na região de Campinas (São Paulo), as indicações para exportação giram em torno de R$ 125,50/saca CIF Porto de Santos, com entrega em fevereiro e pagamento em março. Do lado vendedor, as pedidas variam entre R$ 130 e R$ 132/saca CIF, nas mesmas condições.

Para a safra 2026/27, não há indicações firmes de compra no momento, refletindo a cautela dos agentes diante do atual ambiente de mercado.

Em Primavera do Leste (Mato Grosso), o preço indicado por indústrias para execução e pagamento em março recuou de R$ 112/saca FOB para R$ 108/saca FOB, reforçando o viés de pressão no curto prazo. Para o próximo ciclo, os preços permanecem estagnados na faixa de R$ 110 a R$ 111/saca FOB, patamar que não tem estimulado vendas além das travas mínimas de custo por parte dos produtores.

A expectativa é de que maior interesse comercial para a próxima safra surja apenas após o encerramento da colheita atual, quando eventuais prêmios passem a ser incorporados às ofertas.