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10/Feb/2026

Chicago: futuros da soja recuam com realização de lucros

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa após um movimento de realização de lucros, depois de acumularem valorização de 5,2% ao longo das quatro sessões anteriores. O vencimento março recuou 4,50 centavos de dólar, ou 0,40%, fechando a US$ 11,1075 por bushel.

O mercado vinha sustentado pela expectativa de novas compras da China, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o país asiático poderia adquirir até 8 milhões de toneladas adicionais da oleaginosa antes do encerramento do atual ano comercial. Com a confirmação de uma venda pontual, o mercado passou a realizar lucros.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram a venda avulsa de 264 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2025/26. Apesar disso, o volume não foi suficiente para sustentar o movimento altista observado anteriormente.

O USDA informou ainda que 1,136 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para embarque nos portos norte-americanos no período mais recente, volume 13,78% inferior ao do intervalo anterior. Desse total, mais de 747 mil toneladas tiveram como destino a China. No acumulado do ano comercial, o volume inspecionado soma 23,136 milhões de toneladas, queda de 32,3% na comparação anual.

O mercado também ajustou posições à espera do relatório mensal de oferta e demanda do USDA. Analistas consultados pelo Wall Street Journal projetam leve redução nos estoques finais dos Estados Unidos para a temporada 2025/26, de 350 milhões para 348 milhões de bushels, equivalentes a 9,53 milhões para 9,47 milhões de toneladas. A projeção oficial para a safra brasileira também é acompanhada com atenção.

O avanço da colheita no Brasil adicionou pressão às cotações. Os trabalhos atingiram 16% da área, contra 10% no levantamento anterior e 15% no mesmo período do ciclo passado, segundo a AgRural, reforçando a percepção de aumento da oferta física nas próximas semanas.

As perdas em Chicago foram parcialmente limitadas pela desvalorização do dólar frente ao Real e pela alta do petróleo. O enfraquecimento da moeda norte-americana tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, enquanto o avanço do petróleo melhora a atratividade da mistura de biodiesel ao diesel. O óleo de soja, principal insumo do biocombustível, avançou mais de 2%, sustentado também pela expectativa de que um eventual acordo comercial entre Estados Unidos e Índia amplie as exportações do derivado.

Fonte: USDA e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.