06/Feb/2026
o avanço da colheita no Brasil e o custo elevado do frete seguem como fatores de pressão sobre as cotações. No norte de Mato Grosso, o mercado spot permanece pontual, uma vez que a colheita ainda é inicial em algumas áreas. Apesar da ausência de contratos mais expressivos, a melhora do cenário externo contribuiu para ajustes positivos nas indicações e destravou negócios pontuais, sobretudo em volumes reduzidos.
Nas praças da região, compradores indicam valores ao redor de R$ 106 por saca CIF, com entrega até o fim de fevereiro e pagamento em 30 dias. Para embarque em abril, com pagamento em maio, há referências próximas de R$ 103 por saca FOB em pequenos volumes. Do lado vendedor, a postura segue cautelosa, com produtores evitando vendas neste momento, embora parte precise travar custos, especialmente em função do frete mais caro. A expectativa é de maior intensidade de comercialização após o pico da safra, em meados de abril.
A atenção também começa a se voltar para a safra 2026/27. As indicações atuais, entre R$ 109,50 e R$ 111 por saca FOB, ainda são consideradas insuficientes para estimular novos negócios, mantendo a comercialização travada. No curto prazo, as operações seguem concentradas principalmente em mecanismos de barter.
No Paraná, a alta em Chicago permitiu negócios pontuais ao redor de R$ 121 por saca FOB, com retirada imediata e pagamento em março. No Porto de Paranaguá, houve registros de vendas a R$ 130 por saca CIF, com relatos isolados de negócios a até R$ 131 por saca CIF. O movimento é visto como pontual, associado ao efeito imediato do mercado externo, com possibilidade de perda de fôlego no curto prazo.
Para a safra 2026/27, a comercialização segue praticamente travada. Apesar do interesse inicial de alguns compradores pela soja nova, não há registro de negócios efetivos até o momento, refletindo cautela diante do cenário de preços e dos custos envolvidos. Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.