03/Feb/2026
Os contratos futuros de soja negociados em Chicago encerraram a sessão em leve baixa, acompanhando o desempenho negativo do complexo de derivados. O óleo de soja recuou 0,58%, movimento associado à forte queda do petróleo, que reduz o incentivo econômico para a mistura de biodiesel ao diesel. Como o óleo de soja é uma das principais matérias-primas do biocombustível, o enfraquecimento desse mercado acabou refletindo diretamente sobre as cotações do grão. O vencimento março da soja em grão caiu 4,00 cents, ou 0,38%, fechando a US$ 10,6025 por bushel.
O ambiente cambial também influenciou os preços. A valorização do dólar frente ao real tende a estimular as exportações brasileiras, reforçando a competitividade do produto do Brasil no mercado internacional e ampliando a percepção de oferta disponível no curto prazo. As estimativas mais recentes indicam que os embarques brasileiros de soja em janeiro devem alcançar 3,23 milhões de toneladas, volume 187,3% superior ao registrado em janeiro de 2025, quando somaram 1,12 milhão de toneladas.
No Brasil, o avanço da colheita também contribuiu para o viés mais cauteloso do mercado. A colheita da safra atual alcançou cerca de 10% da área cultivada, acima dos 5% observados na semana anterior e dos 9% registrados no mesmo período do ano passado. A previsão de chuvas para a primeira metade da semana em áreas da Argentina e do Brasil tende a beneficiar tanto lavouras em desenvolvimento quanto áreas já em fase de colheita, reforçando a expectativa de uma safra volumosa.
No mercado norte-americano, os dados de embarques mostraram desaceleração. Na semana encerrada em 29 de janeiro, foram inspecionadas 1,31 milhão de toneladas de soja para exportação, recuo de 1,93% em relação à semana anterior. Desse total, aproximadamente 740 mil toneladas tiveram como destino a China. No acumulado do ano comercial, o volume inspecionado soma quase 22 milhões de toneladas, queda de 35,7% frente ao mesmo período do ciclo anterior, sinalizando menor ritmo das exportações dos Estados Unidos em comparação ao ano passado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.