03/Feb/2026
O potencial produtivo da safra de soja do Rio Grande do Sul 2025/26 segue elevado, mas a consolidação das projeções depende da regularização das chuvas ao longo das próximas semanas. Após um período recente marcado por tempo seco e temperaturas elevadas, com máximas próximas de 40 °C, houve intensificação da perda de umidade do solo, aumentando a atenção sobre as lavouras em fases críticas de desenvolvimento.
As precipitações registradas foram pontuais, irregulares e de baixo volume, insuficientes para recompor de forma ampla o armazenamento hídrico no perfil do solo. Esse quadro aumenta o risco para áreas com solos mais rasos ou arenosos, especialmente aquelas em estádios de floração e início de enchimento de grãos, fases de maior exigência hídrica, nas quais já se observam sinais fisiológicos de estresse com potencial impacto sobre a fixação de vagens, caso a restrição persista.
Atualmente, cerca de 46% da área cultivada com soja no Estado encontra-se em fase de floração, enquanto aproximadamente 12% está em enchimento de grãos. O restante das lavouras se distribui entre estágios vegetativos finais e início de maturação, compondo um cenário de elevada sensibilidade às condições climáticas nas próximas semanas.
A estimativa de produtividade média foi mantida em 3.180 kg por hectare, o que representaria forte recuperação frente aos 2.009 kg por hectare registrados na safra anterior, severamente afetada pelo clima adverso. Caso esse rendimento médio se confirme, a produção estadual de soja poderá alcançar 21,44 milhões de toneladas, crescimento de 57,14% em relação à temporada passada, condicionado à evolução do regime de chuvas.
As previsões indicam que a metade norte do Rio Grande do Sul deve concentrar os maiores volumes de precipitação na próxima semana, com acumulados de até 20 mm na maior parte das áreas e registros isolados próximos de 50 mm. Em contraste, a região da Fronteira Oeste tende a receber os menores volumes, que não devem ultrapassar 10 mm, mantendo o risco de restrição hídrica.
Mesmo com a expectativa de retorno parcial das chuvas, os volumes previstos permanecem abaixo da média histórica para o período em todo o Estado, o que reforça a dependência de uma regularização mais consistente das precipitações para a efetiva consolidação do elevado potencial produtivo da safra de soja gaúcha em 2025/26. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.