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03/Feb/2026

Grupo Pelissari: credores rejeitaram o plano de RJ

Os credores do Grupo Pelissari, de Mato Grosso, rejeitaram o plano de recuperação apresentado pela empresa durante assembleia geral realizada no fim de 2025. Os credores da Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro protocolaram uma nova proposta de reestruturação das dívidas do grupo. O Grupo Pelissari, voltado à produção de soja e milho, está em recuperação judicial desde fevereiro de 2024, na 4ª Vara Cível da Comarca de Sinop (MT), para renegociar uma dívida declarada de R$ 45 milhões. O plano alternativo apresentado pelos credores altera a forma de pagamento das dívidas. Pela nova proposta, nenhuma garantia, fidejussória ou real, poderá ser suprimida no processo.

No que se refere às garantias reais, em especial as hipotecas de imóveis, devem ser transferidas para o credor hipotecário, mediante a anuência dos titulares e garantidores das hipotecas. As transferências devem ser concluídas em 180 dias. Além de apresentar o plano alternativo, os credores pediram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial. Caso o novo plano de recuperação não seja aprovado, a recuperação judicial pode ser convertida em falência. Fundado em 1995, o Grupo Pelissari é formado pelos empresários rurais Emerson Pelissari, Tainara Calezia Chiodelli, Antônio Vitorio Pilissari e Eni Teresinha Carlos Pilissari.

O grupo produz grãos nos municípios de Nova Canaã do Norte (MT) e de Ipiranga do Norte (MT). O grupo pediu recuperação judicial alegando problemas com clima e doenças na lavoura, que causaram aumento expressivo do seu endividamento ao longo dos anos. A dívida trabalhista citada no processo é de R$ 428,9 mil. As dívidas com garantia real somam R$ 32,5 milhões em moeda local e US$ 526 mil em dólares. As dívidas quirografárias somam US$ 39 mil e R$ 9,6 milhões. E as dívidas com microempresas e empresas de pequeno porte totalizam R$ 681,8 mil. Entre os credores do grupo estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Amaggi Exportação e Importação, Cofco International Brasil, Attua Comercial Agrícola, Eduardo Fuhr, Terra Forte Máquinas e Implementos Agrícolas e Maré Cubatão Comércio de Fertilizantes. Fonte: Globo Rural.