ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

27/Jan/2026

Futuros em baixa com avanço da colheita no Brasil

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira (26/01), após terem acumulado valorização de quase 1% na semana passada. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita da safra 2025/2026 no Brasil. O vencimento março da oleaginosa recuou 6,00 cents (0,56%), e fechou a US$ 10,61 por bushel. De acordo com levantamento da AgRural, a colheita começa a ganhar fluidez, com manutenção do bom ritmo em Mato Grosso, ganho de um pouco mais de velocidade no Paraná e um maior número de Estados dando início ou intensificando os trabalhos. 4,9% da área cultivada no Brasil estava colhida até o dia 22 de janeiro, em comparação com 2% uma semana antes e 3,9% um ano atrás.

A expectativa de grande safra persiste em todo o País, mas a combinação de tempo mais seco e quente no Rio Grande do Sul, onde a produtividade ainda está em aberto, precisa ser monitorada com atenção. A consultoria estimou a produção brasileira em 181 milhões de toneladas, alta de 600 mil toneladas ante a previsão de dezembro. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que que exportadores do país venderam 2,45 milhões de toneladas de soja na semana até 15 de janeiro, sendo 1,304 milhão de toneladas para a China. A expectativa, no entanto, é de que o país asiático passe a redirecionar suas compras para a América do Sul, o que pesou sobre os contratos.

O USDA informou nesta segunda-feira (26/01) que 1,32 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana encerrada em 22 de janeiro, recuo de 1,54% ante a semana anterior. Do total, 897.459 toneladas tinham como destino a China. As perdas foram limitadas pelo tempo seco em algumas áreas de cultivo da Argentina, que está afetando a qualidade das lavouras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a parcela da safra de soja em condição boa ou excelente caiu de 61% para 53% na última semana. O mercado começa a semana mais atento ao clima na América do Sul, à medida que a seca na Argentina passa a causar impactos mais relevantes nas lavouras. O efeito já é confirmado por uma queda expressiva na condição da safra de soja.