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23/Jan/2026

Melhora no RS eleva projeção da safra 2025/2026

A Hedgepoint Global Markets revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de soja 2025/2026 e passou a projetar produção de 179,5 milhões de toneladas, ante 178 milhões de toneladas indicadas anteriormente. A atualização reforça a expectativa de recorde nacional, apoiado por desempenho mais homogêneo das lavouras entre as principais regiões produtoras, com destaque para a recuperação do Rio Grande do Sul após três anos de problemas climáticos. O ajuste reflete a melhora nas áreas plantadas e nas produtividades médias esperadas, especialmente a partir de dezembro de 2025, sob condições climáticas consideradas amplamente favoráveis. As atuais projeções de produtividades estaduais levam em consideração, além de outros fatores, os últimos dados do Departamento de Agricultura dos estados Unidos (USDA) relacionados ao Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), que indicam um excelente desenvolvimento das lavouras nos principais Estados produtores do País até o momento.

Um dos principais vetores da revisão está no Rio Grande do Sul, que tende a se recuperar após três safras consecutivas impactadas por problemas climáticos. Os índices de vegetação no Estado voltaram a patamares elevados. A retomada da produtividade no Rio Grande do Sul é um dos fatores mais determinantes da revisão para cima. É o elemento que pode consolidar o recorde nacional. Mato Grosso e Paraná, maiores produtores do País, também apresentam condições consideradas satisfatórias, com bons indicadores de vegetação. Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia seguem a mesma tendência, reforçando a leitura de uma safra mais equilibrada entre as regiões. O avanço da colheita também corrobora o cenário positivo. Até 16 de janeiro, cerca de 3% da área nacional havia sido colhida, acima dos 1,1% registrados no mesmo período do ano passado e em linha com a média histórica de 2,7%. Mesmo com atrasos no plantio em setembro e outubro, não há expectativa de impacto relevante sobre a produtividade.

O início da colheita confirma o bom momento da safra. Mantido o cenário climático projetado, não há riscos relevantes para os principais Estados produtores. No curto prazo, até 27 de janeiro, a consultoria aponta previsão de chuvas mais intensas no Centro-Norte, o que pode reduzir momentaneamente o ritmo dos trabalhos em Mato Grosso. As Regiões Sul e Sudeste tendem a registrar volumes menores, favorecendo o avanço das máquinas, sobretudo no Paraná. Para fevereiro, a projeção é de chuvas abaixo da média nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o que deve sustentar o ritmo da colheita, enquanto a umidade acima da média na Região Sul beneficia especialmente o Rio Grande do Sul. A Hedgepoint indica atenção ao Nordeste, onde parte das áreas foi plantada mais tardiamente e ainda depende de umidade adequada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.