21/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (20/01), refletindo preocupações com uma possível disputa tarifária entre Estados Unidos e União Europeia por causa da Groenlândia. O vencimento março da oleaginosa recuou 4,75 cents (0,45%), e fechou a US$ 10,53 por bushel. No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas progressivas sobre mercadorias de oito países europeus como forma de pressionar por um acordo para a anexação da Groenlândia. Em discurso no Fórum Econômico de Davos nesta terça-feira (20/01), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia está "completamente comprometida" com a segurança do Ártico, e que a aplicação de tarifas é um "erro", especialmente considerando que Estados Unidos e União Europeia são aliados históricos. A União Europeia é um importante comprador de soja norte-americana, e tarifas retaliatórias do bloco devem incluir produtos agrícolas.
As perdas foram limitadas por relatos de que a meta de vendas de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos para a China foi alcançada. O objetivo estava inicialmente previsto para o fim de 2025, mas o seu cumprimento é visto como um fator positivo pelo mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,337 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana até 15 de janeiro, queda de 16,1% ante a semana anterior. Do total, cerca de 612 mil toneladas tinham como destino a China. No entanto, a demanda tende a ser redirecionada para o Brasil daqui em diante. Compras adicionais da soja dos Estados Unidos ao longo do ano comercial 2025/2026 são consideradas improváveis pelos traders. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 3,79 milhões de toneladas de soja em janeiro, alta de 237,3% ante o volume exportado em igual mês do ano passado, de 1,12 milhão de toneladas.