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21/Jan/2026

EUA: exportação do complexo soja em 2024/2025

Segundo dados do Sistema Global de Comércio Agrícola (GATS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados pelo Conselho de Exportação de Soja dos Estados Unidos (USSEC), os Estados Unidos exportaram 68,7 milhões de toneladas do complexo soja (grão, farelo e óleo) no ano comercial 2024/2025, crescimento de 12,8% em relação à temporada anterior. O ano comercial da soja nos Estados Unidos vai de outubro a setembro. O volume ficou 2,95% acima da média dos últimos cinco anos e gerou receita de US$ 29,6 bilhões. O avanço foi puxado pelas três categorias. A soja em grão alcançou 51,2 milhões de toneladas, alta de 10,7% na comparação anual, com receita de US$ 22,3 bilhões. O farelo de soja atingiu novo recorde de 16,3 milhões de toneladas, crescimento de 13,9% e receita de US$ 6 bilhões. O óleo de soja registrou 1,1 milhão de toneladas, salto de 304% sobre a safra anterior, avaliado em US$ 1,2 bilhão.

Os cinco principais destinos do complexo soja norte-americano foram China, México, União Europeia, Egito e Filipinas, mercados que também concentram parte significativa das exportações brasileiras. Nos últimos cinco anos, os países com maior crescimento porcentual nas compras dos Estados Unidos foram Turquia (alta de 342%), Vietnã (89%), Venezuela (68%), Colômbia (48%) e Bangladesh (40%). A expansão em mercados emergentes é atribuída à combinação entre melhoria no acesso comercial e aumento do consumo de proteína animal. No caso da Turquia, o salto decorreu da suspensão de restrições a soja geneticamente modificada impostas nos anos comerciais 2019/2020 e 2020/2021. Na Venezuela, o crescimento reflete a expansão da avicultura. Em Bangladesh, a demanda foi impulsionada pelos setores de avicultura e aquicultura, que ampliaram investimentos em processamento em 2025. A queda recente nos preços internacionais da soja, embora pressione o produtor norte-americano, tem estimulado compras por parte de importadores.

Os fluxos comerciais seguem mudando entre regiões, mas a demanda global permanece forte e diversificada, com crescimento nas Américas, Oriente Médio, Norte da África, sul da Ásia e Sudeste Asiático. No farelo de soja, o aumento da capacidade de processamento doméstico nos Estados Unidos elevou a oferta disponível para exportação, absorvida principalmente por Filipinas, México, Colômbia e Canadá. No óleo de soja, o crescimento foi puxado pela Índia, maior importadora mundial de óleos vegetais, além de México, Colômbia, Venezuela e República Dominicana. O Brasil, maior exportador global de soja, encerrou 2025 com embarques de 108,68 milhões de toneladas de soja em grão, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), volume 11,7% superior ao registrado em 2024. Em farelo, o País exportou 23,08 milhões de toneladas, alta de 1%. Os dois países disputam mercados estratégicos como China, União Europeia e outros mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.