19/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta na sexta-feira (16/01), com a melhora da demanda pelo grão norte-americano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na quinta-feira (15/01) que exportadores venderam 2,06 milhões de toneladas de soja da safra 2025/2026 na semana encerrada em 8 de janeiro, aumento de 54% em relação à média das quatro semanas anteriores. O volume também superou o teto das estimativas de analistas. No acumulado do ano comercial, no entanto, as vendas dos Estados Unidos ainda estão 24,7% abaixo do volume registrado um ano antes.
O vencimento março da oleaginosa ganhou 4,75 cents (0,45%), e fechou a US$ 10,57 por bushel. Na semana passada, acumulou perda de 0,45%. A demanda interna nos Estados Unidos também continua forte. A indústria norte-americana processou cerca de 6,124 milhões de toneladas de soja em dezembro, informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa). O volume representa um aumento de 8,9% ante igual mês do ano anterior e é o segundo maior já registrado, atrás apenas do recorde de 6,20 milhões de toneladas registrado em outubro do ano passado. A alta foi limitada pela ampla oferta brasileira no mercado internacional.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que o Brasil deverá embarcar 3,73 milhões de toneladas de soja em janeiro, alta de 55,2% ante a projeção anterior e de 231% ante o volume exportado em igual mês do ano passado. A expectativa de uma safra robusta na América do Sul também mantém pressão sobre os contratos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita no Brasil, que já está em andamento, deve alcançar um recorde de 176,12 milhões de toneladas, volume 2,7% maior que o da safra passada. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário manteve perspectiva de que a produção supere a projeção inicial de 47 milhões de toneladas. O recuo do óleo de soja, após o avanço de quase 4% da sessão anterior, também impediu uma alta mais acentuada dos preços do grão.