19/Jan/2026
O U.S. Customs and Border Protection (CBP) anunciou, no dia 15 de janeiro, que retirou a Ordem de Retenção (Withhold Release Order - WRO) que vigorava desde 30 de setembro de 2020 contra a FGV Holdings Berhad. A medida permite que, a partir do dia 16 de janeiro, o óleo de palma e seus derivados produzidos pela gigante malaia, suas subsidiárias e joint ventures não sejam mais detidos nos portos de entrada norte-americanos, autorizando seu ingresso no país desde que cumpram as demais leis locais. A agência alfandegária norte-americana concluiu que a FGV eliminou as condições de trabalho forçado que motivaram o bloqueio original, baseado na época em evidências que indicavam a presença de todos os 11 indicadores de trabalho forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O comissário do CBP, Rodney S. Scott, declarou que o comércio responsável deve proteger as pessoas por trás do produto e não colocá-las em risco. Quando a revisão mostrou que os embarques da FGV não atendiam aos padrões dos Estados Unidos, a agência agiu para barrá-los, mas agora que a empresa fez as correções exigidas, a modificação ajuda a manter as cadeias de suprimentos justas, seguras e responsáveis. Esta é a primeira modificação de WRO realizada pelo CBP no ano fiscal de 2026. A autoridade destacou que, desde 2019, emitiu e modificou oito ordens nos setores de óleo de palma e fabricação de luvas da Malásia, resultando no reembolso de mais de US$ 85 milhões em salários retidos e taxas de recrutamento a trabalhadores presos em servidão por dívida. A FGV havia peticionado à agência em julho de 2024 para reverter a ordem de detenção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.