16/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira (15/01), após dados de vendas externas dos Estados Unidos que vieram acima da expectativa do mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores venderam 2,06 milhões de toneladas de soja da safra 2025/2026, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 8 de janeiro. O volume representa alta expressiva ante a semana anterior e de 54% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/2027, foram vendidas 10 mil toneladas. A China comprou 1,224 milhão de toneladas do volume total. O resultado ficou acima do teto das estimativas.
O vencimento março da oleaginosa subiu 10,50 cents (1,01%), e fechou a US$ 10,53 por bushel. Exportadores também relataram vendas de 204 mil toneladas de soja para a China e 545 mil toneladas para destinos não revelados. O desempenho do óleo de soja, que avançou mais de 3%, também deu suporte às cotações do grão. O governo norte-americano planeja finalizar até o início de março as exigências de mistura de biocombustíveis para 2026. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) avalia agora uma meta de 5,2 bilhões a 5,6 bilhões de galões para o biodiesel, faixa que ficaria abaixo dos 5,61 bilhões propostos em junho, mas ainda bem acima dos 3,35 bilhões de 2025. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. A definição das metas de mistura afastaria as incertezas que vêm afetando as empresas do setor.
A boa demanda interna por soja nos Estados Unidos foi outro fator altista para os preços. A indústria norte-americana processou cerca de 6,124 milhões de toneladas de soja em dezembro, informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA). O volume representa um aumento de 8,9% ante igual mês do ano anterior e é o segundo maior já registrado, atrás apenas do recorde de 6,20 milhões de toneladas registrado em outubro do ano passado. A expectativa de uma safra robusta na América do Sul impediu uma alta mais acentuada dos preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a produção no Brasil deve alcançar 176,12 milhões de toneladas, volume 2,7% maior que o da safra passada. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário manteve perspectiva de que a produção supere a projeção inicial de 47 milhões de toneladas.