16/Jan/2026
Segundo a Agroconsult, durante o lançamento do Rally da Safra nesta quinta-feira (15/01), a produção brasileira de soja na safra 2025/2026 deve alcançar 182,2 milhões de toneladas, crescimento de 5,9% em relação à temporada anterior. A estimativa configura um novo recorde para a oleaginosa no País e marca um cenário raro de normalidade no início do ciclo, diferente dos últimos anos marcados por quebras de safra. A área plantada deve atingir 48,8 milhões de hectares, expansão próxima de 1 milhão de hectares. A produtividade média brasileira é projetada em 62,3 sacas de 60 Kg por hectare, em comparação com 60,0 sacas de 60 Kg por hectare na safra 2024/2025. Embora o ritmo de expansão seja menor que a média dos últimos dez anos (período em que o crescimento anual girou em torno de 1,7 milhão de hectares), a ampliação da área cultivada persiste mesmo em ambiente econômico desafiador.
A safra 2025/2026 apresenta panorama distinto das anteriores. Nos anos anteriores, logo no início do Rally, os sinais de quebra eram evidentes. Na safra 2025/2926, o panorama é outro. As lavouras sustentam potencial produtivo dentro da média dos últimos cinco anos. Mato Grosso lidera a expansão de área, com acréscimo de 277 mil hectares em relação à safra anterior. Goiás avança com quase 159 mil hectares adicionais, enquanto a região do Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins) soma 108 mil hectares de incremento. O único Estado com redução é o Rio Grande do Sul, com menos 42 mil hectares, onde parte das áreas que haviam migrado do milho safra de verão (1ª safra) para a soja na safra passada retornou ao milho nesta temporada. A expansão é impulsionada por investimentos de grupos agrícolas com visão de longo prazo, valorização da terra em regiões de conversão de pastagens para agricultura e presença de produtores com maior solidez financeira.
Os produtores têm mantido bons volumes de adubação e seguem investindo em tecnologia. Fora o Rio Grande do Sul, onde há redução no uso de tecnologia, os demais estados preservam um padrão sólido de investimento. O plantio apresentou início irregular na safra 2025/2026, com setembro e outubro marcados por dificuldade na regularização das chuvas. Em Goiás, o atraso foi histórico, com normalização das chuvas somente no final de outubro. Situação semelhante ocorreu em Minas Gerais, Maranhão, Piauí e em regiões do sudeste e leste de Mato Grosso. No entanto, a regularização climática em novembro permitiu que o plantio avançasse de forma consistente. A região oeste do Paraná registrou o plantio mais adiantado de sua história, enquanto o sul de Mato Grosso do Sul conseguiu iniciar cedo e em boas condições. Quanto às produtividades, Mato Grosso deve alcançar 65 sacas de 60 Kg por hectare, ante 66,5 sacas de 60 Kg por hectare na safra passada.
Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 61,5 sacas de 60 Kg por hectare, mais de 10 sacas de 60 Kg por hectare acima das duas últimas safras. No Rio Grande do Sul, a projeção é de 52 sacas de 60 Kg por hectare, acima da média dos últimos cinco anos. O Paraná deve registrar 65 sacas de 60 Kg por hectare, próximo do resultado de 66 sacas de 60 Kg por hectare obtido em 2022/2023. As equipes técnicas do Rally da Safra irão percorrer mais de 100 mil quilômetros por 14 Estados. As áreas visitadas respondem por 97% da produção de soja. Desde o dia 6 de janeiro, os técnicos estão em campo e permanecerão até o final de março e início de abril. As previsões climáticas para os próximos 15 dias são favoráveis. Caso essa condição permaneça em fevereiro e março, deve haver uma melhora significativa nos números de produtividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.