16/Jan/2026
Segundo o Rally da Safra, o replantio na safra brasileira de soja 2025/2026 ficou significativamente abaixo do registrado em temporadas anteriores, reflexo de uma postura mais cautelosa dos produtores que aguardaram umidade adequada no solo antes de iniciar o plantio. O comportamento contrasta com a safra 2023/2024, quando o plantio "no pó" resultou em replantios generalizados em diversas regiões produtoras. Esse ano não tem um nível de replantio tão grande, e isso é atribuído ao comportamento do produtor, que não fez como outros anos de plantar no pó e esperar chover. Ele foi muito mais comedido e só iniciou o plantio a partir do momento que tinha de fato umidade no solo.
Na safra 2023/2024, marcada por forte irregularidade climática no início do ciclo, a Bahia replantou mais de 15% da área, enquanto Mato Grosso registrou replantio próximo de 9%. Algumas áreas chegaram a ser plantadas três vezes em função de previsões de chuva que não se confirmaram. Esse ano é diferente. Apesar da irregularidade em setembro e outubro, o produtor esperou as condições ideais para iniciar o plantio. As exceções na safra 2025/2026 ficaram por conta de Maranhão e Tocantins, que registraram percentuais um pouco maiores de replantio.
No Maranhão, o índice ficou em torno de 10%, enquanto em Tocantins alcançou entre 5% e 6%. Foram previsões de chuvas que não aconteceram e daí já estavam no solo a semente e acabou tendo que fazer o replantio. Além da menor necessidade de replantar, a regularização climática em novembro permitiu que o plantio avançasse de forma consistente nas regiões que haviam atrasado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.