16/Jan/2026
Segundo o Rally da Safra, o Rio Grande do Sul reduziu os níveis de investimento em tecnologia e insumos na safra de soja 2025/2026, em contraste com a maior parte do País, onde os produtores mantiveram o padrão de aplicação mesmo diante de um ambiente econômico mais restritivo. Isso é resultado direto de sucessivas quebras de safra, descapitalização e aumento do endividamento ao longo dos últimos ciclos. No Rio Grande do Sul, o produtor está mais defensivo, reduziu adubação e buscou um pacote tecnológico mais enxuto, inclusive com maior participação de semente salva.
A menor aplicação de tecnologia acende um sinal de atenção sobre o desempenho das lavouras, mesmo com condições climáticas consideradas favoráveis neste início de safra. A avaliação do impacto desse ajuste só será possível com o avanço dos trabalhos de campo. É fundamental observar estande de plantas, peso de grãos e manejo fitossanitário para entender como essa redução de investimento pode se refletir no resultado final. Nos demais Estados produtores, a leitura é distinta. Apesar das expectativas iniciais de que o crédito mais caro e as margens pressionadas levariam a cortes mais amplos, os produtores preservaram os volumes de adubação e o nível de investimento em insumos, ainda que parte das compras tenha ocorrido de forma mais tardia.
O produtor segue priorizando produtividade, porque aprendeu que os melhores resultados estão associados a um pacote tecnológico mais completo. Os dados do mercado de fertilizantes reforçam essa percepção, com volumes comercializados próximos aos registrados em ciclos anteriores. Fora o Rio Grande do Sul, a manutenção do investimento ajuda a sustentar o potencial produtivo e explica a continuidade da expansão da área cultivada no País, ainda que em ritmo inferior ao observado na última década. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.