16/Jan/2026
Segundo a StoneX, as perspectivas são otimistas para o segmento de biodiesel no Brasil em 2026. A demanda pelo produto pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, com base na manutenção do B15 durante todo o ano. Em uma hipótese de avanço para o B16 a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A capacidade industrial utilizada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo das expansões setoriais e das decisões governamentais quanto ao mandato obrigatório.
Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, em 2025, a produção nacional de biodiesel atingiu níveis recordes, resultado direto do aumento do teor de mistura. O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, acompanhou essa evolução, somando 7,9 milhões de toneladas no ano. No âmbito industrial, a capacidade produtiva instalada saltou para 42,6 mil m³/dia em 2025, com destaque para as Regiões Centro-Oeste e Sul, que concentram mais de 70% da produção.
O setor também observou movimentos de consolidação, como a aquisição de usinas por grandes grupos, e a entrada de novos players, intensificando a competitividade e a pulverização do mercado. O setor continua atento ao cronograma de incrementos previstos na Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual do teor de biodiesel no diesel comercializado até o B20 em 2030. Produtores e investidores já se preparam para atender à crescente demanda, com ampliação de usinas e investimentos em novas unidades, principalmente nas regiões de maior oferta de soja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.