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15/Jan/2026

Brasil: clima favorável à safra de soja 2025/2026

Segundo a EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite, as chuvas previstas para os próximos dias devem elevar a umidade do solo em diferentes regiões produtoras de soja, especialmente em uma faixa que se estende do leste de Mato Grosso até Minas Gerais, alcançando também áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Não há previsão de retorno de ondas de calor no curto prazo, e as temperaturas devem permanecer próximas ou abaixo da média na maior parte da zona da soja. Os volumes de precipitação devem ficar acima da média entre 14 e 21 de janeiro nesse corredor produtivo. Em contrapartida, os modelos climáticos ECMWF e GFS indicam volumes abaixo da média em Mato Grosso do Sul e na Região Sul. O ECMWF é o modelo meteorológico europeu e o GFS é o modelo americano.

Com esse padrão climático, a umidade do solo tende a aumentar entre 14 e 21 de janeiro em diversas áreas do País. A elevação dos níveis hídricos é considerada fundamental para o desenvolvimento das lavouras, especialmente para as áreas que já se encontram em fase de enchimento de grãos. O levantamento indica que o calor intenso não afetou de forma generalizada as áreas produtoras no fim de 2025 e no início de 2026. Na última quinzena de dezembro, a onda de calor ficou concentrada principalmente na faixa litorânea entre São Paulo e Santa Catarina, mantendo grande parte das áreas de produção de verão fora das regiões mais quentes. Nos primeiros 14 dias de janeiro, as temperaturas ficaram dentro do padrão esperado e, em algumas localidades, abaixo da média histórica.

Em Mato Grosso, as previsões indicam maiores volumes de chuva nas próximas semanas, o que tende a elevar a umidade do solo e favorecer o desenvolvimento das lavouras. O acumulado de precipitação desde novembro mostra forte analogia entre o ciclo atual, o ciclo anterior e a safra 2022/2023, todos associados a um bom desempenho produtivo. Porém, esse cenário pode provocar atrasos pontuais nas operações de campo, especialmente em áreas onde a colheita já teve início. Em Mato Grosso do Sul, apesar de a umidade do solo estar abaixo da média desde o início do ano, as lavouras de soja apresentam boas condições vegetativas. O NDVI, indicador que mede o vigor das plantas, está no patamar mais elevado em comparação aos últimos anos. A tendência de nova redução da umidade nos próximos dias, no entanto, pode começar a limitar o potencial produtivo, exigindo monitoramento contínuo.

No Paraná, as previsões indicam queda da umidade do solo nos próximos dias, o que pode tornar o ambiente menos favorável às plantas. Por outro lado, esse cenário tende a aumentar a insolação, permitindo leituras mais consistentes do NDVI. O recente aumento da umidade do solo reforça a avaliação de boas condições das lavouras de verão, apesar de uma dinâmica negativa observada nos últimos dias, possivelmente relacionada à maior cobertura de nuvens. Na primeira quinzena de janeiro, os volumes de chuva ficaram abaixo da média na maior parte do País, com exceção de áreas pontuais. Ainda assim, houve precipitações no eixo entre Mato Grosso e Minas Gerais, onde os acumulados dos últimos dez dias variaram de 30 milímetros a mais de 150 milímetros, conforme a localidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.