14/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam baixa nesta terça-feira (13/01), ainda refletindo o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que contrariou expectativas de analistas e elevou sua estimativa de produção no país em 2025/2026. O vencimento março da oleaginosa caiu 10,25 cents (0,98%), e fechou a US$ 10,38 por bushel. A safra de soja foi aumentada de 115,75 milhões de toneladas para 115,99 milhões de toneladas, enquanto analistas esperavam uma redução para 115,19 milhões de toneladas.
O USDA também aumentou a estimativa de estoques domésticos ao fim de 2025/2026, de 7,89 milhões de toneladas para 9,52 milhões de toneladas, após cortar a projeção de exportações devido à forte concorrência do Brasil. A previsão para a safra brasileira foi elevada de 175 milhões de toneladas para 178 milhões de toneladas, enquanto a estimativa de embarques brasileiros passou de 112,50 milhões de toneladas para 114 milhões de toneladas.
Brasil e Argentina devem produzir safras volumosas, e, como a produção norte-americana não encolheu como se previa, os preços estão mais propensos a recuar. É difícil enxergar muito potencial de alta nos próximos meses, a menos que a América do Sul realmente comece a enfrentar problemas climáticos nas lavouras. A perspectiva para os próximos dias nas principais regiões de cultivo do Brasil, no entanto, é de clima favorável. As perdas foram limitadas por novas vendas avulsas dos Estados Unidos.
O USDA informou que exportadores relataram vendas de 168 mil toneladas de soja para a China e 152,4 mil toneladas para o México, com entrega prevista para o ano comercial 2025/2026. O fortalecimento do petróleo, que faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel, também impediu uma queda mais acentuada dos preços. O óleo de soja, que avançou quase 2%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível.