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13/Jan/2026

China deve direcionar demanda para soja brasileira

Segundo a AgResource, a participação dos Estados Unidos nas exportações de soja do Hemisfério Ocidental recuou para cerca de 24%, enquanto Brasil e Argentina seguem expandindo produção. Com uma safra brasileira de soja estimada em 180 milhões de toneladas ou mais, a lógica de mercado mudou e os Estados Unidos agora precisam que a demanda "venha até eles", em vez de ir atrás de compradores. Isso explica a importância do acordo com a China, do qual cerca de 11 milhões das 12 milhões de toneladas de soja já foram cumpridas. Uma vez concluída essa meta, porém, a demanda chinesa por soja deve migrar para o Brasil por um período prolongado, favorecida por preços mais competitivos. Com os grãos brasileiros mais baratos, a demanda pública e privada deve ir para o Brasil por um tempo estendido.

O avanço contínuo de Brasil e Argentina na soja, somado à expansão da região do Mar Negro, força uma mudança de foco da política agrícola norte-americana para o mercado interno, com ênfase em biocombustíveis como etanol e diesel renovável. Os Estados Unidos não são mais a figura dominante que costumava ser e, conforme Brasil e Argentina continuam a expandir, essa percentagem vai continuar a declinar. O mercado de grãos atravessa um ciclo de baixa. Episódios de volatilidade provocados por tensões geopolíticas devem ser vistos como oportunidades táticas de comercialização. O desafio é gerenciar o caminho através desta parte do ciclo agrícola, que é baixista. Quando houver adição periódica de prêmio de risco por causa de geopolítica, o produtor deve aproveitar para realizar algumas vendas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.