12/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago devolveram boa parte dos ganhos iniciais e fecharam perto da estabilidade na sexta-feira (09/01). O vencimento março da oleaginosa ganhou 1,25 cent (0,12%), e fechou a US$ 10,62 por bushel. Na semana passada, acumulou ganho de 1,60%. O mercado foi impulsionado em parte por mais uma venda avulsa de soja norte-americana. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores do país venderam 198 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para o ano comercial 2025/2026.
Muitas vezes, "destinos não revelados" significam China. Após um ceticismo inicial, analistas agora acreditam que a meta de 12 milhões de toneladas de compras chinesas será cumprida. O fortalecimento do petróleo, que faz com que as refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel, também deu algum suporte aos preços. O óleo de soja, que subiu 0,49%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, contribuiu para os ganhos. A alta foi limitada pela boa evolução da safra sul-americana.
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que o plantio na Argentina alcançava na última semana 88,3% da área projetada de 17,6 milhões de hectares. 100% da safra apresentava condição entre normal e excelente. A ampla oferta do Brasil também impediu uma alta mais acentuada. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o País deverá embarcar 2,40 milhões de toneladas em janeiro, crescimento de 113,8% ante o volume registrado em igual mês do ano passado, de 1,12 milhão de toneladas.
Parece que o mercado está agora mais preocupado com a chegada, em breve, de grandes volumes da América do Sul, com a colheita de soja na região começando daqui a apenas algumas semanas. Traders também ajustaram posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que será divulgado nesta segunda-feira (12/01) e trará a estimativa final para a produção no país em 2025/2026. De acordo com analistas, a produção deve ser reduzida de 115,75 milhões de toneladas para 115,19 milhões de toneladas. Analistas observaram, porém, que isso pode ser compensado por uma redução na previsão de exportações.