08/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quarta-feira (07/01). O mercado segue volátil nesta semana, enquanto grandes fundos de investimento fazem o rebalanceamento de suas carteiras. O vencimento março da oleaginosa subiu 10,75 cents (1,02%), e fechou a US$ 10,67 por bushel. Traders também começam a ajustar posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará na segunda-feira (12/01) a estimativa final para a produção no país em 2025/2026. Muitos analistas esperam um corte no número de rendimento, mas observam que isso pode ser compensado por uma redução na previsão de exportações.
A China segue comprando soja norte-americana, e muitos agora acreditam que a meta de 12 milhões de toneladas será cumprida. O USDA informou na terça-feira (06/01) que exportadores relataram venda de 336 mil toneladas de soja para o país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2025/2026. Segundo a StoneX, a China já teria adquirido aproximadamente 10 milhões de toneladas de soja norte-americana. No entanto, assim que a China atingir sua cota de 12 milhões de toneladas, a demanda por soja dos Estados Unidos pode se desacelerar, já que, no momento, o produto norte-americano está caros demais no mercado mundial.
No acumulado do ano comercial até 25 de dezembro, as vendas externas dos Estados Unidos somavam 27,7 milhões de toneladas, queda de 30,8% ante igual período do ciclo anterior. Os ganhos foram limitados pela expectativa de uma safra volumosa na América do Sul. A StoneX elevou sua estimativa para a produção brasileira para 177,6 milhões de toneladas, alta de 0,2% ante dezembro. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura da soja no Brasil alcançava, até o dia 3 de janeiro, 98,2% da área prevista, avanço de 0,3% em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, a colheita da oleaginosa começou de forma pontual, alcançando 0,1% da área.