08/Jan/2026
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, anunciou, nesta quarta-feira (07/01), a meta de confiscar entre 4 milhões e 5 milhões de hectares de plantações de palma ainda este ano. A medida é para recuperar áreas de floresta convertidas irregularmente em lavouras comerciais, por grandes corporações e por pequenos produtores. Durante cerimônia de colheita de arroz com agricultores, o presidente confirmou que a força-tarefa governamental (composta por militares, policiais e promotores) já assumiu o controle de 4,1 milhões de hectares no ano passado de plantações de palma que violavam as leis. Em 2026, a ideia é apreender mais 4 milhões ou 5 milhões de hectares. A ofensiva causa apreensão no mercado global de óleos vegetais. A Indonésia é a maior produtora mundial da commodity, com uma área total de plantio estimada em 16,8 milhões de hectares. A estratégia do governo vai além da apreensão física das terras.
As autoridades identificaram um potencial de arrecadação de US$ 8,5 bilhões em multas aplicáveis a empresas de mineração e óleo de palma operando ilegalmente. Até o momento, o governo já arrecadou cerca de US$ 139,7 milhões. Parte das terras confiscadas, cerca de 240 mil hectares, já foi transferida para a estatal Agrinas Palma Nusantara que, segundo informações da Reuters, tornou-se agora a detentora da maior área cultivada da commodity no mundo. Em paralelo à questão da palma, Prabowo aproveitou o evento para declarar oficialmente que a Indonésia atingiu a autossuficiência em arroz em 2025, antecipando uma meta que era prevista apenas para o final de seu mandato. O presidente atribuiu o feito à "colaboração compacta" entre o Ministério da Agricultura e os produtores, prometendo estender a autossuficiência para outras culturas como o milho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.