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07/Jan/2026

Futuros pressionados por América do Sul e petróleo

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (06/01), revertendo ganhos iniciais. Durante a sessão, o vencimento março atingiu máxima de US$ 10,68 por bushel, o que atraiu vendedores. Segundo a AgResource, preços entre US$ 10,65 e US$ 10,75 por bushel vêm desencadeando vendas. Choques de oferta provocados por clima adverso seriam necessários para sustentar uma tendência altista de preços na Bolsa de Chicago. A soja para março recuou 5,75 cents (0,54%), e fechou a US$ 10,56 por bushel. O enfraquecimento do petróleo, que faz com que refinarias tenham menos incentivo para misturar biodiesel ao diesel, também pesou sobre os contratos. O óleo de soja, que caiu quase 1%, é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível.

A expectativa de uma safra volumosa na América do Sul foi outro fator baixista para as cotações. A StoneX elevou sua estimativa para a produção brasileira para 177,6 milhões de toneladas, alta de 0,2% ante dezembro. O ajuste concentrou-se em Mato Grosso, cuja projeção subiu para 46,9 milhões de toneladas. As perdas foram limitadas pelo primeiro anúncio de venda avulsa para a China neste ano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores do país relataram venda de 336 mil toneladas de soja para o país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2025/2026. Segundo a StoneX, a China já teria adquirido aproximadamente 9,5 milhões de toneladas de soja norte-americana. Autoridades dos Estados Unidos acreditam que as compras chinesas vão chegar a 12 milhões de toneladas até o fim de fevereiro.