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07/Jan/2026

Oferta da América do Sul limita reação nos preços

Segundo a AgResource, as compras chinesas de soja dos Estados Unidos alcançaram cerca de 10 milhões de toneladas desde o início do acordo comercial, mas a entrada acelerada da safra sul-americana no mercado físico deve manter a pressão sobre os preços no curto prazo. O avanço da colheita no Brasil ocorre em um momento de oferta global confortável e ausência de riscos climáticos relevantes, o que limita espaço para uma recuperação mais consistente das cotações. A China adquiriu aproximadamente 1 milhão de toneladas dos Estados Unidos na sexta-feira (02/01), levando o total para perto das 12 milhões de toneladas inicialmente anunciadas pelo governo norte-americano em outubro do ano passado. A China agora está em cerca de 10 milhões de toneladas de compras.

Apesar do movimento, o mercado segue atento ao próximo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no dia 12 de janeiro, que deve trazer ajustes na produtividade da soja. Outro fator determinante para a soja nas próximas semanas será o crescimento da oferta física. A colheita já começou em algumas áreas do Brasil e deve ganhar ritmo ao longo de janeiro. Cerca de 50% da safra brasileira deve estar colhida até o início de fevereiro, o que representa a entrada de aproximadamente 27 milhões de toneladas de soja no mercado físico global em menos de 30 dias. O debate pode girar em torno da China e de valor justo na Bolsa de Chicago, mas a disponibilidade vai aumentar, não diminuir, nos próximos dois meses. Com a produção brasileira estimada entre 177 milhões e 182 milhões de toneladas, o risco de quebra praticamente saiu do radar. Não é mais uma discussão sobre se a safra será grande, mas sobre o tamanho final.

As condições das lavouras na América do Sul reforçam esse cenário. Indicadores de vegetação mostram qualidade acima da média em áreas importantes do Brasil, enquanto na Argentina os períodos mais secos ocorreram justamente em regiões que tiveram excesso de chuvas no início do ciclo. A soja argentina está com 68% das áreas em condição boa a excelente, ante 62% no mesmo período do ano passado, sinalizando baixo risco produtivo neste momento. O denominador comum entre soja, milho e trigo no início de 2026 é a dificuldade do mercado em reduzir rapidamente os estoques globais. O excesso de oferta continua presente e isso leva tempo para ser absorvido. Enquanto a safra brasileira de soja avança e os volumes disponíveis aumentam, qualquer discussão mais estrutural sobre o aperto de oferta tende a ficar adiada para o próximo ciclo agrícola do Hemisfério Norte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.