06/Jan/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta segunda-feira (05/01). Traders aproveitaram os preços mais baixos da commodity para recomprar contratos, após o mercado ter recuado nas cinco sessões anteriores e acumulado perda de 2,86% no período. O vencimento março da oleaginosa avançou 16,25 cents (1,55%), e fechou a US$ 10,62 por bushel. Dados de vendas externas dos Estados Unidos não tiveram grande impacto sobre as cotações. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores venderam 1,18 milhão de toneladas de soja da safra 2025/2026 na semana até 25 de dezembro.
No acumulado do ano comercial até 25 de dezembro, as vendas dos Estados Unidos somavam 27,7 milhões de toneladas, queda de 30,8% ante igual período do ciclo anterior. As vendas para a China totalizavam 6,42 milhões de toneladas. A expectativa é de que o país asiático compre um total de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos até o fim de fevereiro. Na quinta-feira (08/01), os dados semanais de vendas externas do USDA ficarão atualizados, após atrasos causados pela paralisação do governo norte-americano em outubro e novembro do ano passado.
O USDA também informou que 980.518 toneladas de soja foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana encerrada em 1º de janeiro, aumento de 26,7% ante a semana anterior. Do total, cerca de 397 mil toneladas tinham como destino a China. Desde o início do ano comercial, o volume inspecionado de soja totaliza 16,4 milhões de toneladas, queda de 44% na comparação anual. A previsão de uma safra volumosa na América do Sul também não exerceu muita pressão sobre os contratos. A perspectiva de oferta global continua favorável, com a América do Sul a caminho de uma grande safra, mas os grãos tiveram uma grande queda, e o mercado mostra alguns sinais de que a liquidação de fundos pode ter chegado ao fim.