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13/Nov/2025

China prioriza soja do Brasil em detrimento dos EUA

Segundo a StoneX, a China fechou um acordo estimado em US$ 10 bilhões com o Brasil para cerca de 20 milhões de toneladas, incluindo soja, óleo de soja e óleo de palma, e, ao mesmo tempo, manteve compras modestas dos Estados Unidos, de 180 mil toneladas de soja antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. O contraste entre os dois movimentos revela uma estratégia calculada da China. O mercado está muito cético, muito sarcástico, dizendo que a China está jogando. Comprando um pouco faz os preços norte-americanos subirem, faz as outras origens caírem, então compra as outras origens, que são as mais baratas. Apesar dos gestos diplomáticos recentes, a tarifa sobre a soja norte-americana continua em 13%, contra 3% para produtos vindos de Argentina ou Brasil.

A China costuma alternar pequenas compras nos Estados Unidos com grandes volumes de parceiros mais competitivos. Talvez a China espere que os preços norte-americanos caiam e então pode voltar a comprar dos Estados Unidos. Em outubro, as importações chinesas de soja atingiram 9,48 milhões de toneladas, recorde para o mês, mas abaixo das 12,87 milhões registradas em setembro. A maior parte do volume veio do Brasil, com pequena participação da Argentina. Nos Estados Unidos, a colheita de soja está praticamente concluída (96%, estimativa privada), o que aumenta a preocupação com o escoamento. A única alternativa é a demanda doméstica, mas a decisão da EPA de conceder cerca de 14 isenções a pequenas refinarias não ajuda.

No Brasil, o plantio da nova safra chegou a 61% da área, acima dos 47% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 67% registrados em igual período de 2024. O ritmo começou muito forte, o que dava a impressão de que haveria colheita antecipada. Agora, o avanço perdeu força porque as chuvas estão menos regulares. Com o plantio mais lento no Brasil, há dois caminhos possíveis: a China pode aproveitar para comprar dos Estados Unidos se tiver dúvidas sobre a safra brasileira, ou simplesmente esperar para ver como será a colheita. Na Argentina, o plantio de soja está em 4,4% da área prevista, o que mantém o país como alternativa de oferta para os chineses no início de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.