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10/Nov/2025

Cargill amplia operação em hidrovias do Arco Norte

A Cargill está reforçando sua estrutura de logística na Região Norte do Brasil, onde transporta grãos pelas hidrovias dos rios Madeira e Tapajós. Até a metade de 2026, dez novas barcaças devem entrar em atividade. Duas já estão integradas. Outras oito estão no estaleiro. Pouco tempo depois da homologação, as barcaças entram em operação. A trading começou a investir em estrutura própria de transporte fluvial no Brasil a partir de 2016. A frota atual possui 44 barcaças com capacidade média de 3 mil toneladas cada, e quatro empurradores: três próprios e um terceirizado. Chegar à estrutura em operação hoje consumiu investimentos de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões. Um empurrador pode custar algo em torno de R$ 100 milhões, a depender do modelo. Uma barcaça, de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões. Chamada de Cargill River Transportation (CRT), a divisão de transporte fluvial tem 126 funcionários, somando tripulações e pessoal em terra.

As operações se concentram na Região Norte do Brasil. De Miritituba (PA), pelo Rio Tapajós, e de Porto Velho (RO), pelo Rio Madeira, até Santarém (PA). A CRT movimenta, por ano, 30% do volume de grãos transportado pela Cargill na região, proporção que pode variar dependendo do ano-safra e das condições de navegabilidade nas hidrovias. Nos outros 70%, as operações são feitas em conjunto com parceiros estratégicos. Pela hidrovia do Tapajós, entre Miritituba e Santarém, a Cargill tem uma programação média de 12 viagens por mês. Na mesma rota, faz o chamado frete de retorno, com fertilizantes. Os empurradores são homologados para levar até 15 barcaças. Recentemente, a multinacional testou uma viagem com 36 barcaças, com mais de 110 mil toneladas de milho. Não é a manobra mais eficiente, mas se precisar rodar um fluxo desses, ao menos há uma manobra autorizada pela Capitania dos Portos.

Pelo Rio Madeira, são menos viagens, já que o tempo do percurso pode levar até sete dias. A Cargill é capaz de movimentar, por ano, cerca de 5 milhões de toneladas de grãos pelo corredor do Norte do Brasil. A divisão fluvial busca elevar continuamente a eficiência da operação. Transportar, com os mesmos ativos, uma quantidade maior de carga e com consumo menor. Sem comprometer a segurança da navegação. Além das embarcações, a Cargill reforçou a operação em Porto Velho (RO). Inaugurou, neste ano, um terminal privado. E integrou frota própria à rota até Santarém, que percorria apenas em parceria com terceiros. Em outras regiões do Brasil, também neste ano, venceu o leilão de um terminal no Porto de Paranaguá (PR). O contrato prevê a utilização por 35 anos. Se tem fluxo, demanda e oportunidade, concessão ou alguma infraestrutura importante de grãos ao porto, a Cargill tem um olhar distinto, sempre atenta às oportunidades. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.