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29/Aug/2025

Irrigação eleva produtividade das lavouras de soja

Segundo a Unesp Ilha Solteira, os produtores que irrigaram soja colheram mais de 70 sacas de 60 Kg por hectare na safra 2023/2024, contra apenas 30 sacas de 60 Kg por hectare no plantio de sequeiro em áreas afetadas pela estiagem. A diferença de 40 sacas de 60 Kg por hectare comprova a viabilidade econômica do investimento. O produtor de sequeiro investiu 52 sacas de 60 Kg e colheu 30 sacas de 60 Kg, ficou no prejuízo. Quem irrigou gastou 57 sacas de 60 Kg totais, incluindo 3 a 4 sacas de 60 Kg do sistema, e colheu 80 sacas de 60 Kg. Sobrou lucro de mais de 20 sacas de 60 Kg. Esse é o custo da não irrigação que ninguém calcula.

O Brasil usa apenas 9 milhões de hectares irrigados de um potencial de 54 milhões de hectares sem desmatar, representando 17% da capacidade total. A expansão de 300 mil hectares anuais é considerada lenta. O desafio do Brasil não é perder área irrigada como outros países, mas ampliar. A irrigação pode multiplicar a produção em 2,5 a 2,7 vezes em áreas específicas, viabilizando conversão de pastagens degradadas. Quem viabiliza integração lavoura-pecuária é o sistema de irrigação. Para construir solo arenoso, precisa colocar raiz, e isso só acontece com segurança hídrica.

A irrigação não aumenta o potencial genético da soja, mas garante que seja alcançado. A genética define o teto, fertilizantes e água permitem chegar lá. Se chover certo, irrigação não faz diferença. Quando falha, o sistema assegura máxima produtividade. Com extremos climáticos frequentes, a decisão se torna inevitável. É um processo amadurecido, demorado. Há pessoas que não acreditam, mesmo com argumentos econômicos e climáticos. Mas, com a esteira da competitividade se acelerando, incorporar tecnologia é questão de sobrevivência. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.