27/Aug/2025
A China, por meio de seu embaixador em Washington (EUA), Xie Feng, defendeu a retomada da cooperação comercial com os Estados Unidos no setor de soja. Em um discurso no Conselho de Exportação de Soja dos Estados Unidos, Xie Feng observou que, no primeiro semestre de 2025, as exportações de soja norte-americana para a China caíram 51% em relação ao ano anterior. O embaixador atribuiu essa queda à escalada tarifária do presidente norte-americano Donald Trump, sem mencioná-lo diretamente, e enfatizou que a agricultura é um “pilar das relações bilaterais” entre China e Estados Unidos, que são, respectivamente, os maiores importadores e exportadores de produtos agrícolas do mundo.
As declarações surgem após a Associação Americana de Soja (ASA) enviar uma carta a Trump, em que a entidade agradece a sua postagem em rede social, instando a China a quadruplicar as importações de soja americana. No entanto, a ASA aponta que a China já contratou o Brasil para atender às suas necessidades nos próximos meses, e que as tarifas chinesas, em retaliação às de Trump, tornam a soja norte-americana 20% mais cara que a sul-americana.
O Brasil é o maior fornecedor de soja para a China, com cerca de 70% das importações de soja chinesas. A guerra comercial, que prejudicou as vendas norte-americanas de soja, sorgo e produtos suínos à China, criou uma oportunidade para o Brasil. Em maio, o Ministério da Agricultura, afirmou que o Brasil busca exportar ainda mais produtos agrícolas para a China, como sorgo, carne suína e frango, e conquistar maior participação de mercado. Fonte: FolhaPress. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.