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09/Jul/2025

MT: comercialização da safra 2024/2025 avança

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra 2024/2025 de soja em Mato Grosso alcançou 81,93% da produção estimada até o fim de junho. O avanço mensal de 5,92% foi impulsionado pela alta das cotações e pela urgência dos produtores de liberar espaço nos armazéns diante da colheita do milho 2ª safra de 2025. O preço médio recebido pelo produtor em junho foi de R$ 112,22 por saca de 60 Kg, aumento de 1,43% em relação a maio. A atratividade renovada do mercado também favoreceu os negócios antecipados da safra 2025/2026, cuja comercialização chegou a 17,50% da produção esperada. Esse percentual representa alta mensal de 3,35%, mas ainda está 2,67% abaixo do registrado em igual período do ano passado, quando a safra 2024/2025 já havia atingido 20,17% vendida.

Apesar do incremento nas vendas futuras, a queda de 4,64% na média das cotações para 2025/2026, que recuou para R$ 106,73 por saca de 60 Kg, reduziu o apetite de parte dos produtores por novas fixações. Ainda assim, o aumento dos custos da próxima safra e a busca por previsibilidade nas margens mantiveram o fluxo de contratos. Na semana passada, o Indicador Imea-MT da soja subiu 1,92% e fechou em R$ 109,35 por saca de 60 Kg. A paridade de exportação para março de 2026 teve alta de 0,21%, a R$ 106,25 por saca de 60 Kg. A valorização na Bolsa de Chicago, com o contrato de março/2026 cotado a US$ 10,67 por bushel, e o aumento de 7,20% no prêmio de exportação no Porto de Santos (SP) compensaram a queda de 1,30% no dólar, que encerrou o período em R$ 5,44.

A oferta total da safra 2025/2026 em Mato Grosso foi estimada em 48,55 milhões de toneladas, considerando a produção projetada de 47,18 milhões e estoques iniciais de 1,36 milhão. A demanda total deve alcançar 47,61 milhões de toneladas, puxada pelo crescimento de 1,30% no consumo doméstico, que foi revisado para 13,24 milhões de toneladas, em razão da ampliação da mistura obrigatória de biodiesel. As exportações foram mantidas em 29,83 milhões de toneladas, enquanto o estoque final estimado subiu para 940 mil toneladas, com leve alta de 3,28% em relação ao relatório anterior. Mesmo com ajustes marginais, o balanço entre oferta e demanda segue tecnicamente equilibrado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.