20/Dec/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira (19/12). O mercado passou por correção após ter recuado nas quatro sessões anteriores, acumulado perda de quase 5% no período e atingido o menor nível desde o fim de agosto de 2020. O movimento de baixa foi muito intenso e rápido, então é natural esperar um ajuste técnico no curto prazo, com alguns investidores reposicionando-se antes do fim do ano. O recuo do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras, também deu suporte aos preços.
O vencimento março da oleaginosa subiu 13,25 cents (1,39%), e fechou a US$ 9,66 por bushel. Os ganhos foram sustentados ainda por sinais de demanda pelo grão norte-americano. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores relataram vendas de 227,2 mil toneladas de soja para destinos não revelados, sendo 152,2 mil toneladas para entrega no ano comercial 2024/2025 e 75 mil toneladas para 2025/2026. Exportadores venderam 1,42 milhão de toneladas de soja da safra 2024/2025, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 12 de dezembro.
O volume representa alta de 21% ante a semana anterior, mas recuo de 27% em relação à média das quatro semanas anteriores. A China comprou 648,2 mil toneladas do volume total. A alta foi limitada por condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul. A Pátria AgroNegócios elevou em 4,2 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de soja no Brasil, para 170,41 milhões de toneladas. O volume é superior ao estimado pelo USDA (169 milhões de toneladas) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 166,21 milhões de toneladas.