22/Nov/2024
Segundo o Itaú BBA, a entrada do gergelim brasileiro no mercado chinês, autorizada na quarta-feira (20/11), após acordo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, representa uma oportunidade significativa para o setor, que registrou aumento de 107% na produção da safra 2023/2024, atingindo 361 mil toneladas. A área plantada expandiu 83%, de 361 mil para 660 mil hectares, sendo a segunda maior expansão agrícola do País, atrás apenas da soja. Com o gergelim, o Brasil tem potencial para conquistar novos mercados, principalmente o chinês.
A China é o maior importador global e o único grande comprador que mostrou forte expansão na última década. Atualmente, Índia e Vietnã são os principais destinos das exportações brasileiras do produto. O cultivo se concentra na Região Centro-Oeste, com janela de plantio entre fevereiro e março e colheita entre maio e junho. A cultura é uma alternativa viável ao milho 2ª safra. Quanto ao custo de produção, o gergelim se mostra como uma alternativa viável ao milho 2ª safra pela boa rentabilidade e baixos custos totais, mas o mercado dele tem menor liquidez em relação aos mercados de milho e soja, com menos participantes e uma demanda menor, sendo mais semelhante ao mercado de feijão.
A planta, originária da Ásia, é resistente à seca e demanda pouca adubação, características que a tornam atrativa para produtores da Região Centro-Oeste. A semente apresenta alto teor de óleo de qualidade nutricional, sendo processada para obtenção de óleo, produtos alimentícios e cosméticos. O setor ainda enfrenta desafios como baixa produtividade por causa do insuficiente conhecimento científico, tecnologias escassas, falta de mecanização específica e a deiscência das sementes, processo natural de abertura das cápsulas antes da colheita que pode causar perdas significativas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.