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24/May/2024

RS: umidade prejudica a qualidade dos grãos de soja

Segundo a Emater-RS, o excesso de umidade prejudicou a finalização da colheita da soja na metade norte do Rio Grande do Sul. Mesmo nas regiões onde as precipitações foram menores, os solos permanecem saturados de umidade, prejudicando a atividade. A área colhida no Estado alcançou 91%, os 9% restantes da lavoura estão em maturação. Nas áreas em colheita, além das perdas por grãos germinados, mofados e pela debulha natural, que aumentam a cada dia de atraso, os custos têm sido elevados em razão da colheita em solo úmido, levando à utilização parcial dos graneleiros, em função do excesso de peso, para evitar danos na locomoção. A entrega da soja nas unidades de secagem e armazenamento também está comprometida, em razão da alta umidade dos grãos, muitas vezes próxima a 30%.

Para a armazenagem adequada, é necessário reduzir a umidade para cerca de 14%, mas a capacidade dos secadores é limitada. As cooperativas com unidades de recebimento nas regiões Central e Campanha têm transportado os grãos para realizar a secagem nas sedes localizadas no Planalto Médio, em decorrência da alta demanda de tempo e lenha para a combustão nos locais de colheita. A avaliação é de que nas lavouras implantadas mais tardiamente, cujo ciclo se encerrou há poucos dias, o índice de grãos avariados ou germinados é menor. A estimativa de produtividade projetada inicialmente era de 3.329 quilos por hectare, mas deverá ser menor, ainda a depender dos resultados dos levantamentos que estão sendo realizados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.