23/May/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta quarta-feira (22/05). Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do farelo de soja, que subiu mais de 1,5%. Perdas causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul e atrasos na colheita na Argentina também deram suporte aos preços. O vencimento julho da oleaginosa subiu 10,00 cents (0,81%), e fechou a US$ 12,46 por bushel.
O mercado foi influenciado ainda por rumores de demanda chinesa pelo grão dos Estados Unidos. Segundo traders de grãos na Europa e nos Estados Unidos ouvidos pela Reuters, importadores chineses aparentemente compraram pelo menos dois carregamentos de soja norte-americana nos últimos dias. Um trader europeu disse que foram comprados dois carregamentos de 65 mil toneladas cada, para embarque em julho.
Neste ano, a China aumentou as compras do Brasil e reduziu bastante as importações de soja dos Estados Unidos. Recentemente, porém, os prêmios de exportação da soja brasileira subiram significativamente, levando importadores a buscar outras origens. Como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ainda não anunciou vendas de soja para a China para o ano comercial 2024/2025, essa perspectiva está animando os mercados.
A soja do Brasil não está ficando mais barata, e a China precisa de soja e óleo de soja. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo sua estimativa para exportação brasileira de soja em grão em maio. O volume deve ficar entre 13 milhões e 14,650 milhões de toneladas, em comparação a até 15,259 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. O fortalecimento do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras, impediu uma alta mais acentuada das cotações.