15/May/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (14/05). O mercado foi pressionado pelo desempenho do óleo de soja, que caiu quase 4%. O derivado, por sua vez, recuou após o governo norte-americano não ter incluído o óleo usado de cozinha na lista de produtos chineses sujeitos a tarifas mais altas de importação. O óleo de soja acumulou ganho de quase 6% nas últimas duas sessões, com rumores de que o governo norte-americano poderia elevar a tarifa sobre o óleo usado de cozinha da China.
O produto, uma importante matéria-prima usada na fabricação de biodiesel, vem entrando em grandes volumes nos Estados Unidos nos últimos meses, concorrendo com o derivado de soja. O vencimento julho da soja em grão perdeu 5,00 cents (0,41%), e fechou a US$ 12,14 por bushel. Uma maior estimativa para a safra brasileira em 2023/2024 também pesou sobre as cotações. Em levantamento mensal, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua projeção de 146,52 milhões para 147,68 milhões de toneladas. O número, no entanto, ainda é 4,5% inferior ao de 2022/2023. O aumento da estimativa pode ser atribuído em parte a um ajuste para cima na área semeada com soja.
Caso a catástrofe climática não tivesse ocorrido no Rio Grande do Sul, a produção brasileira seria superior a 148,4 milhões de toneladas. Além disso, a Conab informou que a colheita de soja no Brasil alcançava 95,6% da área apta, enquanto no Rio Grande do Sul atingia 79%, contra 75% na semana anterior e 86% em igual período em 2023. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio de soja no país estava 35% concluído, em comparação a 45% um ano antes e 34% na média dos cinco anos anteriores. As perdas foram limitadas pelo avanço de quase 2% do farelo de soja e pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras.