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13/May/2024

Futuros de soja em alta acompanhando o derivado

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta na sexta-feira (10/05), apesar de estimativas de produção e estoque nos Estados Unidos que vieram acima da expectativa do mercado. Os ganhos foram sustentados pelo desempenho do óleo de soja, que subiu mais de 4%, e por preocupações com as enchentes no Rio Grande do Sul. O vencimento julho da oleaginosa ganhou 10,50 cents (0,87%), e fechou a US$ 12,19 por bushel. Na semana passada, acumulou leve ganho de 0,33%. A aguardada safra recorde de soja 2023/2024 no Rio Grande do Sul certamente será frustrada, disse o Rabobank.

Esperava-se uma colheita de pelo menos 23 milhões de toneladas, ou 10 milhões de toneladas a mais do que a safra, também frustrada, de 2022/2023. A estimativa é de uma redução de pelo menos 2 milhões de toneladas na produção do Rio Grande do Sul de soja, o que resultaria em uma safra de 21 milhões de toneladas no Estado. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), estimou a safra 2024/2025 de soja no país em 121,11 milhões de toneladas, em comparação a 113,34 milhões de toneladas no ciclo 2023/2024.

Caso a previsão se confirme, a produção será a segunda maior já registrada, ficando atrás apenas das 125,19 milhões de toneladas de 2021. As projeções divulgadas na sexta-feira (10/05) são as primeiras para a temporada 2024/2025 para a soja e o milho. Quanto aos estoques domésticos, o USDA estimou as reservas de soja ao fim da temporada 2024/2025 em 12,11 milhões de toneladas. Para 2023/2024, a estimativa foi mantida em 9,26 milhões de toneladas. A estimativa para a safra de soja no Brasil em 2023/2024 foi reduzida de 155 milhões de toneladas para 154 milhões de toneladas. A projeção para a Argentina foi mantida em 50 milhões de toneladas.