08/May/2024
No mercado interno de soja, os preços estão estáveis, após as altas de R$ 4,00 a até R$ 5,00 na segunda-feira (06/05) passada, impulsionados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O dólar fechou esta terça-feira (07/05) praticamente estável ante o Real, pelo segundo dia consecutivo, numa sessão em que a moeda norte-americana oscilou em margens estreitas, com investidores cautelosos quanto ao tamanho do corte da taxa básica Selic nesta quarta-feira (08/05, quando termina a reunião do Copom. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,06, em leve baixa de 0,13%. Em maio, a divisa acumula baixa de 2,40%.
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta terça-feira (07/05). Traders embolsaram lucros após o mercado ter subido nas quatro sessões anteriores e acumulado valorização de mais de 7% no período. O vencimento julho da oleaginosa cedeu 2,25 cents (0,18%), e fechou a US$ 12,46 por bushel. Investidores, no entanto, continuam monitorando a situação no Rio Grande do Sul, onde alagamentos devem causar perdas de produção. O Rio Grande do Sul é segundo maior Estado produtor de soja no Brasil. No Rio Grande do Sul, os trabalhos de colheita no Estado estavam em 70% da área total até o início das inundações. Os 30% que ainda não haviam sido colhidos representam cerca de 2 milhões de hectares e 6,5 milhões de toneladas. Ainda não é possível estimar de forma precisa o quanto deste montante está perdido.
Em Mato Grosso, na região de Campo Verde, os preços da soja estão em alta com a situação no Rio Grande do Sul, que ainda está colhendo a oleaginosa e espera nova quebra de safra por causa das cheias dos últimos dias. Assim, a comercialização está fluindo. A indicação de compra é de R$ 116,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em maio e pagamento no fim do mesmo mês. As tradings estão mostrando prêmios mais altos nos últimos dias. As agroindústrias estão precisando se posicionar, tendo em vista a possibilidade de haver menos soja por causa da tragédia no Sul, então estão subindo os prêmios para garantir estoques. Para retirada em junho e pagamento no fim do mesmo mês, a indicação de compra é de R$ 117,00 por saca de 60 Kg. Para retirada em julho com pagamento no fim do mesmo mês, a indicação é de R$ 118,00 por saca de 60 Kg. Para a soja da safra 2024/2025, o produtor indica US$ 22,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em fevereiro e pagamento em março de 2025, mas os compradores indicam US$ 21,00 por saca de 60 Kg, nos mesmos prazos e condições.
No Rio Grande do Sul, na região de Passo Fundo, tradings começam a empurrar para a frente os prazos de embarque da soja no spot, em razão das inundações no Estado por causa do excesso de chuvas, o que dificulta a logística e o embarque. As agroindústrias propunham embarque em maio, agora levam para junho. Assim, a indicação de compra está entre R$ 135,00 e R$ 137,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em junho e pagamento em julho. Os preços apresentam alta em função da perspectiva de nova quebra de safra no Estado, que ainda está retirando a oleaginosa do campo. No Porto de Rio Grande, a indicação é de R$ 137,50 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em junho cheio e pagamento em julho. No FOB, há registro de negócios pontuais a R$ 127,00 por saca de 60 Kg, para retirada imediata e pagamento no início de junho. Muitos compradores não querem fazer, pelo menos por enquanto, a modalidade FOB, porque não quer se responsabilizar pela retirada do grão na propriedade rural ou no silo, tendo em vista a dificuldade logística provocada pelas cheias no Estado. Então, as agroindústrias só fazem indicações no CIF, ou seja, com o frete sob responsabilidade do vendedor.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.