08/May/2024
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) vê os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul como ainda reduzidos na Bolsa de Chicago. Ainda é muito difícil mensurar o tamanho das perdas, que não prejudicam apenas a colheita, mas toda a cadeia produtiva. Falta cerca de 20% da soja e do arroz para serem retirados dos campos do Rio Grande do Sul. No caso do arroz, o Estado é responsável por entre 70% e 80% da produção nacional. O momento é de união nacional para ajudar o Rio Grande do Sul. A Abag está fechando uma frente de atuação com outras entidades do agronegócio para doações. O momento é tão tenso que alguns políticos ainda ficam questionando o que o agro está fazendo pelo Rio Grande do Sul.
O Ministério da Agricultura e Pecuária destacou que os atuais acontecimentos no Rio Grande do Sul ressaltam a importância do desenvolvimento sustentável. O momento atual é de um limite muito grave. Se o Brasil compreender o seu papel de assumir essa frente e internalizar isso em políticas estruturantes e de desenvolvimento sustentável nos seus pilares econômico e ambiental, reconhecendo essas novas regras de mercado, poderá ocupar esse protagonismo que é esperado. O Brasil precisa assumir o protagonismo nessa discussão, principalmente levando em conta o seu território continental. Uma das formas de fazer isso é por meio do cooperativismo. São modelos que reduzem custo e dão possibilidade competitividade para o mercado. Não só para os pequenos e médios produtores, mas os grandes que também são cooperados são mais fortes, competitivos e tecnificados.
A embaixador e ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou que a iniciativa privada precisa tomar frente nessa discussão. Muitas vezes setor privado não ocupa o espaço que deveria ocupar. Essa articulação é muito importante e tem impacto muito maior do que as pessoas costumam imaginar. Conforme o embaixador, a lentidão de entidades internacionais muitas vezes atrapalha e atrasa a discussão. Países como o Brasil tem de tomar a dianteira. Além da questão geopolítica, Azevêdo destacou que outros temas também estão no radar, como soberania alimentar, maior procura por alimentos orgânicos e digitalização. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.