07/May/2024
A Hedgepoint Global Markets informa que ainda é difícil precisar o impacto total das inundações e fortes chuvas no Rio Grande do Sul sobre a produção de grãos do Estado. Com as chuvas, o ritmo de colheita da soja está atrasado ante a mesma época da temporada anterior, quando atingia 77%. O índice atual de colheita também está atrasado em relação à média histórica para o período (83%). Com isso, cerca de 5 milhões de toneladas de soja ainda estão 'no chão' no Rio Grande do Sul e sob risco de impacto das enchentes.
Agentes locais já trabalham com uma redução de 1 milhão a 2 milhões de toneladas na safra de soja do Estado. Isso sem contar que a umidade excessiva deve trazer problemas de qualidade para os grãos. No caso do milho, além de o Estado produzir um volume menor (cerca de 5 milhões de toneladas são esperadas para a safra 2023/2024), o percentual já colhido também é maior (83%) deixando menos de 1 milhão de toneladas sob risco de impacto das enchentes. A logística também tem causado impacto em toda a cadeia produtora e consumidora, com desdobramentos relevantes para o setor de aves e suínos.
Com estradas e pontes interditadas, as granjas não conseguem receber ração e enviar os animais para as unidades de abate no Estado, o terceiro maior na produção de carne de frango e suína. A única certeza é que toda a cadeia produtora e consumidora de grãos deve ter impacto da catástrofe e que o clima no Rio Grande do Sul deve continuar trazendo volatilidade para os preços da soja nos próximos dias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.