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29/Apr/2024

Tendência de preços da soja sustentados no Brasil

Sustentados pela valorização externa, os preços da soja estão mais firmes no mercado brasileiro. As médias de abril dos Indicadores ESALQ/BM&F Paranaguá e CEPEA/ESALQ Paraná estão respectivos 2,2% e 2,9% acima das de março e já são as maiores desde janeiro/2024, quando, vale lembrar, preocupações com o clima sobre as lavouras da América do Sul impulsionavam os valores internos. Nos últimos sete dias, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&F, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no Porto de Paranaguá, apresenta alta de 0,5%, cotado a R$ 128,15 por saca de 60 Kg. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ registra elevação de 1,1% nos últimos sete dias, a R$ 124,98 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, os preços apresentam alta de 0,6% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e de 0,5% no mercado de lotes (negociações entre empresas).

Nos Estados Unidos, o impulso aos valores vem da falta de umidade em regiões produtoras do país e do avanço no preço do óleo de soja. O vencimento Maio/2024 apresenta alta de 2,5% nos últimos sete dias, a US$ 11,62 por bushel. A colheita de soja avança no Brasil e se aproxima da reta final. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 86,8% da área cultivada havia sido colhida até o dia 21 de abril, aumento semanal de 3,6% e abaixo dos 89% há um ano. Esse menor ritmo dos trabalhos de campo se deve a precipitações na Região Sul do País e em parte da Região Nordeste. Em Mato Grosso, dados da Conab apontam que, até 21 de abril, a colheita somava 99,5% da área do Estado, avanço de 0,9% na última semana; no mesmo período de 2023, essa atividade já havia sido finalizada. Em Mato Grosso do Sul, a colheita progrediu 1% na semana, alcançando 99% da área semeada e ainda inferior aos 100% observados há um ano. Em Goiás, as atividades somam 92% da área, também abaixo dos 100% colhidos no mesmo período de 2023. Em Minas Gerais, o progresso semanal foi de 5%, chegando a 92% da área, também abaixo dos 98% de um ano atrás.

Na Bahia, a colheita está acelerada, e o avanço foi de 10% na última semana, com 85% da área colhida, embora ainda abaixo dos 90% em igual período de 2023. No Piauí, a colheita alcançou 84% da área, contra 90% há um ano. No Maranhão, 60% da área de soja foi colhida até 21 de abril, inferior aos 66% no mesmo período do ano passado. Em Tocantins, 93% da área foi colhida, abaixo dos 100% há um ano. Na Região Sul do Brasil, apesar das precipitações que paralisaram os trabalhos de campo, a Emater-RS indicou no dia 25 de abril que a colheita chegou a 66% da área estadual, avanço semanal de 17%. Com o andamento da colheita, observa-se tendência de queda na produtividade das lavouras. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab) indicou que a colheita avançou apenas 1% em sete dias, atingindo 99% da área. Em Santa Catarina, a Conab relatou que, até o dia 21 de abril, a atividade somava 54,3% da área, contra 49,5% no dia 15 de abril.

Nos Estados Unidos, a semeadura alcançou 8% da área até o dia 21 de abril, mesmo percentual de um ano atrás e acima da média das últimas cinco safras, de 4%, segundo o relatório de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado no dia 22 de abril. Na Argentina, conforme a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 25,5% da área havia sido colhida até o dia 25 de abril. A projeção é que 51 milhões de toneladas sejam colhidas no país. Os preços dos derivados de soja apresentam comportamentos distintos. O farelo registra leve alta de 0,5% nos últimos sete dias. O óleo de soja (posto em São Paulo, com 12% de ICMS) apresenta desvalorização de 0,5% no mesmo período, a R$ 5.107,83 por tonelada. Nos Estados Unidos, os contratos com vencimento em maio/2024 do farelo de soja e do óleo têm avanço de 1,7% e 1,6%, com respectivos fechamentos de US$ US$ 379,08 por tonelada e de US$ 988,10 por tonelada. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.