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29/Apr/2024

Futuros de soja recuam com clima úmido nos EUA

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa na sexta-feira (26/04). O mercado foi pressionado por chuvas que avançam desde o centro das Grandes Planícies até o oeste e o norte do Meio Oeste dos Estados Unidos. Essas precipitações devem melhorar a umidade do solo em áreas com déficit hídrico. O vencimento julho da oleaginosa perdeu 2,50 cents (0,21%), e fechou a US$ 11,77 por bushel. Na semana passada, acumulou ganho de cerca de 1%.

A fraca demanda externa pelo grão norte-americano continuou pesando sobre os contratos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores do país venderam 210,9 mil toneladas de soja da safra 2023/2024, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 18 de abril. O volume representa queda de 57% ante a semana anterior e de 29% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para o ano comercial 2024/2025, foram vendidas 120,1 mil toneladas.

A China comprou 167,5 mil toneladas do volume total, de 331 mil toneladas. As vendas totais vieram mais próximas do piso das estimativas de analistas. As perdas foram limitadas pelo recuo do dólar ante o Real e pelo fortalecimento do petróleo. A queda da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto a alta do petróleo faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel.

O atraso da colheita na Argentina também impediu uma queda mais acentuada dos preços. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que os trabalhos estavam em 25,5% da área apta, avanço de 11,7% na semana e atraso de 22,8% em relação à média das cinco temporadas anteriores. A condição das lavouras do país piorou levemente na última semana e 76% da safra apresentava condição entre normal e excelente, ante 77% na semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim subiu de 23% para 24%.