25/Apr/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (23/04). Os ganhos foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar ante o Real e pelo avanço do petróleo. A queda da moeda norte-americana tende a desestimular as exportações brasileiras, enquanto a alta do petróleo faz com que refinarias tenham mais incentivo para misturar biodiesel ao diesel.
O óleo de soja é uma das principais matérias-primas usadas na fabricação do biocombustível. O vencimento julho da oleaginosa ganhou 5,50 cents (0,47%), e fechou a US$ 11,82 por bushel. Um movimento de cobertura de posições vendidas iniciado na sexta-feira (19/04) também deu algum suporte aos preços. A AgResource observou, porém, que não houve grandes mudanças na perspectiva de oferta e demanda que justifiquem esse movimento.
Para analistas e traders, isso é uma correção esperada em um mercado que está sobrevendido. O avanço do plantio nos Estados Unidos impediu uma alta mais acentuada dos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio de soja estava 8% concluído até o dia 21 de abril, em comparação a 8% um ano antes e 4% na média dos cinco anos anteriores. Analistas esperavam um número um pouco menor, de 7%.
Os ganhos também foram limitados pelo progresso da colheita no Brasil e na Argentina. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrou que a colheita da safra brasileira atingia, até 21 de abril, 86,8% da área plantada no País. Há atraso de 2,2% em relação a igual período do ano passado e avanço de 3,6% em uma semana.