18/Apr/2024
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta nesta quarta-feira (17/04). O mercado passou por correção após ter acumulado perda de 2,25% nas duas sessões anteriores. Os ganhos foram sustentados em parte pelo enfraquecimento do dólar ante o Real, que tende a desestimular as exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmou que o Brasil deve embarcar até 14,34 milhões de toneladas de soja em abril.
O avanço do farelo também deu algum suporte às cotações do grão. O vencimento julho da oleaginosa ganhou 4,25 cents (0,37%), e fechou a US$ 11,64 por bushel. O avanço da colheita no Brasil e na Argentina e o início do plantio nos Estados Unidos impediram uma alta mais acentuada dos preços. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da safra brasileira atingia, até o sia 14 de abril, 83,2% da área plantada no País.
Há atraso de 1,8% em relação a igual período do ano passado e avanço de 6,8% em uma semana. Mesmo com cortes recentes nas estimativas, a produção combinada de Brasil e Argentina deve ficar em torno de 200 milhões de toneladas, ante cerca de 180 milhões em 2022/2023. A desaceleração da demanda chinesa também limitou os ganhos. Segundo comentário do Commerzbank, o foco da China é melhorar a produção doméstica. A China pretende impor o uso de soja doméstica pelas esmagadoras do país.