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11/Apr/2024

FictorAgro compra mais soja e eleva a sua receita

Ainda que muitos produtores tenham segurado suas vendas de soja ao longo de 2023 por conta dos preços em baixa, a FictorAgro, trading de grãos do Grupo Fictor (holding de private equity) conseguiu aumentar o volume de compras e viu seu faturamento crescer 40%, para R$ 1,8 bilhão. Voltada para o mercado interno, a companhia compra e vende soja, milho e sorgo sempre no mercado à vista, armazena e entrega para os clientes. A diferença das grandes tradings é que com os recebíveis dos produtores montou um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC).

Esses recebíveis ficam no fundo e o pagamento aos produtores é antecipado. Assim, é possível oferecer prazo de 360 dias, enquanto o mercado em geral oferece antecipação de 60 a 90 dias. A Fictor, portanto, não trabalhar com barter. O faturamento da empresa, em média de R$ 150 milhões mensais, vem do comércio de grãos e do mercado financeiro. Entre os compradores principais dos produtos estão empresas como JBS/Seara e BRF. A FictorAgro tem armazéns em Balsas (MA), em parceria com o cerealista Diagro, e em Luis Eduardo Magalhães (BA) com a Goés e Goés. Em parceria com essa empresa, está construindo uma unidade em Rio Verde (GO).

Em 2023, o grupo recebeu 16,5 milhões de toneladas de grãos, 24,4% mais que no ano anterior e adiantou R$ 43,3 milhões, 375% mais que em 2022. A empresa atua com pequenos e médios produtores, com áreas entre 1 mil e 2 mil hectares. Em 2024, a FictorAgro planeja investir R$ 100 milhões e virar sócia de cerealistas em Paranaguá (PR) ou região. A ideia, porém, não é atender produtores da Região Sul, que são normalmente associados às cooperativas, mas poder escolher o melhor momento de venda dos grãos para as empresas de aves e suínos do Estado. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.