11/Apr/2024
O vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, defendeu que o texto do projeto de lei do Combustível do Futuro, aprovado na Câmara dos Deputados, seja mantido no Senado. O Brasil será um grande protagonista no fornecimento de SAF (combustível sustentável de aviação), aumentará a mistura de etanol anidro na gasolina para 30% e o mandato de biodiesel no Combustível do Futuro. É preciso trabalhar para manter o texto do relator, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) no Senado, que prevê biogás, SAF, hidrogênio de baixo carbono (hidrogênio verde) e etanol. Também é preciso trabalhar para o etanol ter paridade com gasolina.
Alckmin classificou o relatório de Jardim como "um bom texto". Cabe ao Senado discutir, amadurecer e debater, mas é um bom trabalho feito pelo deputado Arnaldo Jardim e que traz avanços importantes para a agroindústria com participação maior de biodiesel, biogás e etanol, descarbonizando a cadeia. É uma agenda extremamente positiva. Alckmin lembrou que o Brasil ajudou a criar a Aliança Global para biocombustíveis. Questionado sobre a eventual inclusão do mandato para o coprocessado no projeto de lei, como deseja a Petrobras, Alckmin disse que o tema é para ser discutido e que tem espaço para todos. A posição de defesa do Combustível do Futuro foi reiterada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Da parte do Ministério da Agricultura, todo debate foi feito ainda na Câmara dos Deputados e os ajustes necessários foram feitos pelo trabalho executado pelo deputado Arnaldo Jardim. A expectativa é de que o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) avalie todos os detalhes do projeto já aprovado, mas que, na medida do possível, tenha o mínimo possível de alterações. O projeto encaminha o Brasil para a vanguarda da produção de biocombustíveis no mundo. Quanto mais rápido finalizar o projeto e tiver a sanção presidencial, o Brasil chegará mais rápido a esse protagonismo. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu, na tramitação no Senado, a manutenção do texto do projeto de lei do Combustível do Futuro aprovado na Câmara dos Deputados em março.
Sobre a possível inclusão do coprocessado no projeto, como deseja a Petrobras, os ruralistas afirmam se tratar de uma "discussão eterna". A FPA defende a energia renovável, o que vem do agro, da cana-de-açúcar, da soja. Essa posição será mantida. A expectativa é aprovar o projeto no Senado da forma que veio da Câmara do relator deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O projeto é importante também para assegurar rentabilidade e lucratividade aos produtores e uma oportunidade de o País avançar em energia limpa. A FPA dará o encaminhamento necessário para o projeto avançar. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.