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08/Apr/2024

Safra de soja 2023/2024 terá margens negativas

Apesar de um cenário de queda nos preços de importantes insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos e sementes, a receita líquida de produtores de soja de importantes regiões do Brasil pode ser negativa na safra 2023/2024. Esse cenário está atrelado ao menor preço de negociação da soja e à queda na produtividade. Vale lembrar que a maior parte das lavouras foi prejudicada pelo clima desfavorável, por conta da atuação do fenômeno El Niño. Esse contexto acende um alerta no setor, já que pode resultar em dificuldades para pagar investimentos.

Os produtores podem precisar renegociar dívidas ou até mesmo vender maquinários. Ressalta-se que não foi considerado o arrendamento, ou seja, a situação de um produtor arrendatário é ainda pior. Dentre as regiões avaliadas: Sorriso (MT), Rio Verde (GO), Dourados (MS), Cascavel (PR) e Carazinho (RS), apenas a localidade da Região Sul do País que pode apresentar margem positiva na safra 2023/2024. Neste caso, o resultado positivo se deve à recuperação na produtividade da soja de Carazinho nesta temporada frente à anterior (2022/2023). Vale lembrar, porém, que a temporada 2022/2023 de Carazinho foi fortemente prejudicada pelos efeitos do La Niña, ou seja, a comparação atual está sendo feita com um cenário de baixa produção.

Para as demais regiões, a estimativa é de margens negativas. Em Sorriso (MT), por exemplo, a estimativa, até este momento, é de prejuízo parcial de R$ 370,00 por hectare na safra 2023/2024, contra retorno positivo de R$ 1.421,00 por hectare na safra anterior. Para estas estimativas, foram considerados os custos operacionais efetivos levantados por meio do Projeto Campo Futuro, via painel, os preços de negociação da soja entre janeiro/2024 e fevereiro/2024 e os valores dos insumos adquiridos de janeiro a setembro de 2023. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.