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02/Apr/2024

Futuros de soja recuam com dólar forte ante Real

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira (1º/04). O mercado foi pressionado em parte pelo fortalecimento do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras. Na semana passada, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmou que os embarques brasileiros de soja somariam até 14 milhões de toneladas em março. O vencimento maio da oleaginosa recuou 5,75 cents (0,48%), e fechou a US$ 11,85 por bushel. Dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos também pesaram sobre os contratos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 414.484 toneladas de soja foram inspecionadas para exportação em portos norte-americanos na semana até 28 de março, queda de 47,2% ante a semana anterior. Os negócios foram influenciados ainda pelos relatórios de intenção de plantio e trimestral de estoques, que o USDA publicou na semana passada. A agência estimou a área de soja nos Estados Unidos na temporada 2024/2025 em 35,01 milhões de hectares, aumento de 3,47% ante a temporada anterior.

Os estoques de soja no país em 1º de março de 2024 foram estimados em 50,21 milhões de toneladas, aumento de 9,37% ante o volume de 45,9 milhões de toneladas observado um ano antes. Chuvas no Centro-Norte do Brasil, que estão atrasando a colheita, impediram uma queda mais acentuada dos preços. De acordo com levantamento da AgRural, a colheita da safra de soja 2023/2024 atingiu, no dia 28 de março, 74% da área cultivada no Brasil, em comparação com 69% uma semana antes e 76% em igual período do ano passado. A semana foi marcada por preocupação em parte do Centro-Norte do País, onde as chuvas têm dificultado o avanço da colheita e aumentado os problemas de qualidade dos grãos em algumas áreas.